Nos últimos anos, busquei criar ferramentas que pudessem ajudar cantores sem estudo musical prévio em práticas suas individuais. Ferramentas que, de alguma forma, permitissem um desenvolvimento teórico musical de longo prazo por disponibilizarem o repertório a ser trabalhado em diferentes formatos, além do suporte de pequenos artigos abordando questões teóricas fundamentais ou artigos apresentando algum artista específico.
É sempre uma boa ideia ter vários formatos de conteúdo para seus alunos aproveitarem da maneira que for possível para cada um, já que os níveis sempre serão bastante diferentes neste tipo de conjunto. Sabemos que uma parte dos cantores não têm interesse em aprofundar os estudos em música, mas mesmo estes cantores podem se beneficiar mesmo “sem querer”.
Ultimamente tenho voltado a pesquisa para o lado da cognição e teoria da aprendizagem. Quero aprofundar minhas investigações para propor uma metodologia de ensaio em que seja possível monitorar a autorregulação dos participantes, além da própria autorregulação do(a) regente. |Também quero propor uma maneira de medir o bem estar dos cantores ao longo de um determinado ciclo. Seria possível identificar problemas antes que eles atinjam níveis prejudiciais?
Veremos o que sai daí. Tenho algumas ideias para o próximo semestre, mas é preciso ser estratégico nos planos. Como tenho um mestrado para terminar e um doutorado para planejar, é preciso focar os esforços.
Um dos pontos mais importantes da investigação é como eu poderia encontrar paralelos entre as avaliações dos estudantes e do regente.
Seria possível antecipar tendências ao longo de ciclos de preparação?
É possível mitigar os efeitos de mal estar antes que gerem resultados negativos nos ensaios?
Todas essas reflexões precisam ser aprofundadas, mas me parece um tema com alto valor de retorno. Sem contar que elas se aliam a meu desejo de estudar na IU, vamos trabalhar para isso.
